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agosto 4, 2020
ARTIGOS TEC.

Pós-colheita: monitore a fertilidade do solo

A Embrapa Café alerta sobre o monitoramento da fertilidade do solo no pós-colheita. O pesquisador Anísio José Diniz explicou ao Notícias Agrícolas que o produtor deve avaliar suas plantas com maior fornecimento de nutrientes, que resultam em um crescimento e desenvolvimento positivo para a produção de frutos.

Segundo a publicação oficial da Embrapa, para a reposição desses nutrientes absorvidos pelas plantas, é necessário obedecer a duas leis da fertilidade do solo: a Lei do Mínimo e a dos Incrementos Decrescentes.

A Lei do Mínimo preconiza que “a produção das culturas é limitada pelo nutriente em menor disponibilidade no solo, mesmo que todos os outros estejam disponíveis e em quantidade adequada”. Já a Lei dos Incrementos Decrescentes alerta sobre o fato de que se “adicionar doses crescentes de um nutriente, o maior incremento em produção será obtido com a primeira dose, mas com aplicações sucessivas do nutriente os incrementos de produção serão cada vez menores”.

A recomendação equilibrada dos nutrientes será conhecida por meio da interpretação das análises química, física (textura do solo) e do teor de matéria orgânica presente no solo. Porém, a correta interpretação dos resultados dessas análises será obtida se as amostras enviadas para o laboratório foram coletadas observando critérios básicos, como: a área a ser amostrada deve ser dividida em glebas de no máximo 10 hectares. Cada gleba deve ser a mais homogênea possível, com relação à vegetação, topografia, tempo de uso, produtividade e aplicações de corretivos de acidez (calcários, entre outros), gesso e fertilizantes. Áreas que diferem na paisagem como, por exemplo, em declividade, drenagem, cor e/ou tipo de solo, uso e tratamentos anteriores, devem ser amostradas separadamente.

O uso de ferramentas apropriadas, a homogeneização das amostras com relação ao perfil da amostra, o acondicionamento dessas amostras em recipientes adequados para o envio a laboratórios credenciados para realização dessas análises, entre outros cuidados, também são fundamentais para a correta interpretação.

Recomenda-se que a coleta de amostras de solo para fins da avaliação da fertilidade e, também, a interpretação dos resultados das análises, sejam orientadas e interpretadas por engenheiros agrônomos da assistência técnica e extensão rural.

Assim, após essa interpretação da análise do solo, a correção da acidez por meio da calagem, se necessário, deverá ser realizada antes da adubação. Do mesmo modo, a correção do alumínio em subsuperfície deverá ser feita após a calagem com a aplicação do gesso agrícola.

O fornecimento de nutrientes para as plantas de café por meio da adubação via solo ocorre em dois períodos: primeiro, de agosto a dezembro, quando as plantas de café estão em crescimento vegetativo e, após as primeiras chuvas (setembro-outubro), quando emitem a florada, e segundo, de janeiro a março, período em que há maior necessidade de nutrientes para a granação dos frutos.

Conforme a avaliação do estado nutricional das plantas de café, adubações foliares poderão ser necessárias para complementar os teores de nutrientes exigidos pelas plantas que não foram supridos pela adubação via solo. O período indicado para essa prática de adubação corresponde aos meses de dezembro, e de janeiro a março.

A dosagem dos nutrientes essenciais para o desenvolvimento do cafeeiro (Nitrogênio, Fósforo, Potássio, Cálcio, Magnésio, Enxofre, Ferro, Manganês, Zinco, Boro e Cobre) varia de acordo com a cultivar/variedade de café seja na fase de muda ou por ocasião do plantio e, ainda, no caso de lavoura já estabelecida, de acordo com o estado fenológico da cultura no campo: florada e expansão dos frutos, granação dos frutos e maturação dos frutos.

As informações são do Notícias Agrícolas e Embrapa Café.

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