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janeiro 22, 2022
Agroindustria

Casca de arroz vira energia

Número expressivo de casca de arroz deixou de ser descartado e foi reutilizado.

Durante todo o ano, a usina termelétrica própria da Fumacense Alimentos foi responsável pela geração de energia da unidade matriz da indústria cerealista, localizada em Morro da Fumaça (SC). Com o fim de 2021 e o balanço dos números finais da estrutura durante os últimos doze meses, pôde-se observar que um número expressivo de casca de arroz deixou de ser descartado no meio ambiente e foi reutilizado para o funcionamento do equipamento e, consequentemente, da empresa.

Superando números registrados em 2020, no ano passado a usina termelétrica transformou mais de 31 mil toneladas da casca do grão em energia elétrica, gerando 6.720Mw/h. Mas o que esse montante significa? Conforme o coordenador da Central Termelétrica da Fumacense Alimentos, Lucas Tezza, em um comparativo, essa mesma quantidade seria suficiente para abastecer mais de cinco mil residências de até três pessoas durante um ano.

“A empresa sempre possuiu esse viés sustentável, que tem se fortalecido e ampliado ao longo dos últimos anos. E além de reaproveitar a casca de arroz, as cinzas geradas no processo de queima da nossa usina termelétrica também são encaminhadas para empresas ceramistas, siderúrgica e cimenteiras de Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais, que reutilizam o resíduo em seus processos produtivos”, ressalta Tezza.

Das cinzas, novos tijolos

No ano que passou, a queima da casca de arroz gerou 6.130 toneladas de cinzas. Desse número, mais da metade – 3.700 toneladas – virou matéria-prima para a composição e fabricação de tijolos.

A iniciativa, originada de um projeto piloto no Sul catarinense, uniu as indústrias de arroz e cerâmica e tem registrado resultados muito positivos para ambos os setores, bem como contribuído diretamente com a redução de impactos no meio ambiente.

“Essa parceria acontece há quase dois anos e foi iniciada por um objetivo que a Fumacense Alimentos possuía, de reutilizar também as cinzas que ficavam como resíduo, para evitar ao máximo o descarte desses materiais. Essa cinza apresenta uma grande quantidade de sílica, que contribui consideravelmente no resultado do produto. Juntamente com a argila, 15% do resíduo é utilizado na mistura, deixando os tijolos mais leves e com a mesma resistência”, conta o coordenador da Central Termelétrica.

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